domingo, 25 de junho de 2017

Mansinho


De mansinho conquista-se o horizonte

Visite - o sítio das pequenas coisas - Laura Ferreira

Luisa Sobral – Cupido

Não te ouvi chegar, nem sei o que aconteceu
Sei que de repente o mundo era tu e eu
E os dias que eram grandes ficaram bem menores
Para te olhar com calma e decorar pormenores

Vieste de mansinho, directo ao coração
Sem que houvesse tempo para alguma precaução
Não sei se foi destino, não sei se existe ou não
Oh a seta do cupido com a força de um arpão

Foi um feliz acaso que nos aconteceu
Oh fenómeno astrológico que nos cruzou lá no céu
Ou pode ter sido a sorte ou talvez um Deus qualquer
Que te pôs no meu caminho para eu te conhecer

Vieste de mansinho, direto ao coração
Sem que houvesse tempo para alguma precaução
Não sei se foi destino, não sei se existe ou não
Oh a seta do cupido com a força de um arpão

domingo, 18 de junho de 2017

Relativa


A felicidade é relativa e proporcional à proximidade


Visite- Aline Goulart  - Aline

Eu sou feliz - Virgem Suta

Do lado de lá, não dá para te ver
Do lado de lá, não dá para te encontrar
Do lado de lá, não sou feliz

É perto de ti que quero estar

Do lado de cá, vivo nas nuvens
Do lado de cá, fico a levitar
Do lado de cá, eu sou feliz

E sonho contigo assim ficar

Eu sou feliz
Eu sou feliz
Perto de ti, e é bom, é bom estar

Do lado de cá, não há problemas
Do lado de cá, vão-se os dilemas
Do lado de cá, já sou feliz

É tão bom amar, diz-me ao ouvido diz

Eu sou feliz
Eu sou feliz
Perto de ti, e é bom, é bom estar

Vamos gritar ao mundo
Eu sou tão feliz

Eu sou feliz
Eu sou feliz
Perto de ti, e é bom, é bom estar

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Tóine Marafade

Óh Diéb, Hoje é o mê dia, Móss…. PARABÉNS!!!

Visite-nascer na praia-Isabel Pires 


Carlão e Lúcia Moniz-125 Azul

Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para arrancar sem destino nenhum
Foi sem graça nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
Para insistir na companhia

O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da autoestrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa, nunca me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar
Será que existe em mim um passaporte para sonhar
E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar

Foi sem mais nem menos
Que um dia selou a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer
Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama

domingo, 4 de junho de 2017

Singular/Plural

A felicidade no plural só acontece quando se consegue ser singular



Paulo Gonzo - Sei-te de Cor

Sei de cor
Cada traço do teu rosto, do teu olhar
Cada sombra da tua voz e cada silêncio,
Cada gesto que tu faças,
Meu amor sei-te de cor

Sei cada capricho teu e o que não dizes
Ou preferes calar, deixa-me adivinhar
Não digas que o louco sou eu
Se for tanto melhor
Amor sei-te de cor

Sei porque becos te escondes,
Sei ao pormenor o teu melhor e o pior
Sei de ti mais do que queria
Numa palavra diria
Sei-te de cor.

Sei cada capricho teu e o que não dizes
Ou preferes calar, deixa-me adivinhar
Não digas que o louco sou eu
Se for tanto melhor
Amor sei-te de cor

Sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
Cada sombra da tua voz e cada silêncio,
Cada gesto que tu faças Meu amor sei-te de cor